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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SAUDADE

 
 
 
 
 
 
E dela me despeço,
da janela do ônibus aceno,
ainda sinto o beijo do adeus,
que antes fora suave e ameno,
e agora, sabe-se lá Deus,
é amargo como veneno.

Olho triste pela janela,
a curva a leva do meu olhar,
e traz no meu peito uma dor,
angustiante apenas em pensar,
que estou só sem meu amor,
a ter de amar sem consumar.

Sem entender por quê,
vai-se embora a sanidade,
e leva junto minha paz,
me sinto amputado pela metade,
do único lado que é capaz,
de me envolver em felicidade.

E morro lentamente,
me perdendo aos pedaços,
deixando por um caminho,
partes de pernas e braços,
que já deram tanto carinho,
tanto cuidado e tantos abraços.

Desolado e sem ninguém,
ao coração peço a verdade:
"Como dou fim a essa dor?"
Eis que de mim uma voz evade:
"Apenas procure seu amor,
essa dor se chama saudade."

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