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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
Eque pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar esofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

sábado, 21 de julho de 2012

IGARATÁ



A CHUVA CAIU TORRENCIALMENTE
DURANTE TODA A NOITE
E O DIA AMANHECEU
CLARO...
LIMPO DE TODAS AS IMPURESAS
DE NOSSOS PENSAMENTOS
LEVADOS PELA AGUA

OS MORROS VERDES
UNS VERDES BEM ESCUROS
OUTROS  VERDES MAIS CLAROS
AGORA TOMADOS PELO SOL
 FORTE , QUENTE
QUE ILUMUNA E
AQUECE ESSES MORROS MARAVILHOSOS
DE  IGARATÁ
CERCADOS PELAS  AGUAS
HOJE EM TOM VERDE ESCURA
MAS COM O BRILHO DO SOL
SOBRE ELAS
FICA PARECENDO  IMENSAS
ESMERALDAS CRAVADAS ENTRE OS MORROS
UNS CAVALOS PASTANDO AQUI
OUTROS ACOLÁ
AS ANDORINHAS BRINCANDO
DE PEGA-PEGA
O JOÃO -DE -BARRO ALEGRE
CANTANDO EM CIMA DAS ÁRVORES
E O SOL FORTE
NESSE VAI E VEM
AO LONGE
BEM AO LONGE
AS MONTANHAS MUITO AZUIS
E ASSIM...
VAI MINHAS VISTAS
PERCORRENDO ESSAS MARAVINHAS
DE   DEUS.



 elizabeth rodrigues


JESUS



JESUS MINHA  LÚZ
ILUMINA O CAMINHO QUE DEVO SEGUIR
SEM SUSTO
SEM MEDO
SIGO A LÚZ DO MEU SENHOR
E  ASSIM VOU SEGUINDO
OS MEUS DIAS NA TERRA
PASSO  ´Á    PASSO
DIA Á DIA
TENTO ME GUIAR PELA LÚZ
LÚZ
DO MEU JESUS
TENTO OLHAR E VER AS PESSOAS COMO SÃO
TENTO OLHAR E VER A VIDA COMO É
MAS
DERREPENTE
TUDO FOGE
SÓ JESUS FICA
SÓ JESUS FICA COMIGO....


elizabeth rodrigues

terça-feira, 17 de julho de 2012

MARAVILHOSO



VEM....
TOMA- ME
ENTRA ATRAVÉS DE MINHA PELE
ATRAVÉS DOS MEUS POROS
TOMA-ME
INVADA AS MINHAS ENTRANHAS
ME AQUEÇE COM TEU CALOR
VEM.....
REVITALIZA O MEU INTERIOR
COM TUA LÚZ INTENSA
COM TUA LÚZ BRILHANTE
COM TUA LÚZ QUENTE

ESTOU COM MEUS BRAÇOS ABERTOS
TE ESPERANDO
VEM....
INVADA-ME COM TEU CALOR DOURADO
PERCORRE TODO MEU CORPO
E SE ALOJA DENTRO DO MEU SER
FAÇA EM MIM...SUA MORADA
LÚZ DIVINA
ARREBATA-ME.



   elizabeth rodrigues




terça-feira, 10 de julho de 2012

Londres, 23 de fevereiro de 1944




Bernard Cornwell. Escritor. Possui 40 livros publicados e teve obras traduzidas para mais de 16 idiomas. Apaixonado por histórias que envolvem a Inglaterra, Cornwell trás para seus livros cenários como os da Guerra dos Cem Anos, na trilogia A Busca do Graal, a época no início da Idade do Bronze, em Stonehenge, e as crônicas que contam as histórias do lendário Rei Artur e dos Saxões do século IX d.C.
Cornwell nasceu durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai era um aviador canadense e sua mãe trabalhava como auxiliar da Força Aérea Britânica, sendo assim foi adotado por uma família que morava no condado de Essex. Fugiu para a Universidade de Londres e então adotou seu atual sobrenome, como o de sua mãe. Trabalhou como professor, passou 10 anos na rede de televisão BBC, tornou-se pesquisador no programa Nationwide e terminou como Chefe de Assuntos Televisivos Atuais da BBC na Irlanda do Norte.
Na época em que morou em Belfast, capital da Irlanda do Norte, conheceu Judy, uma jovem americana por quem se apaixonou, mas que não podia se mudar para a Inglaterra por questões familiares. Sendo assim Bernard se mudou para os Estados Unidos onde lhe foi recusado o Green Card. A partir daí resolveu ganhar a vida como escritor, ofício que não necessitava de permissão do governo norte-americano. Os dois casaram-se no ano de 1980.
As Crônicas de Artur


A Busca do Graal



As Crônicas Saxônicas

Modifica o art. 111 do Decreto-lei nº 3.864, de 24-11-1941 que estabelece para o pessoal das Fôrças Armadas as garantias que Ihe são devidas e os deveres gerais a que está obrigadoCitado por 3
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta:
Art. 1º O art. 111 do Decreto 3.864, de 24 de novembro de 1943, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 111. Só podem contrair matrimônio os militares do Exército e da Armada em serviço ativo que preencham os seguintes requisitos:
a) Oficiais - ter no mínimo 25 anos de idade, completos ou pôsto de 1º Tenente;
b) Sub-Oficiais, Sub-Tenentes ou Sargentos - ter no mínimo 25 anos de idade completos e mais de 9 de serviço;
c) Outras Praças da Armada - ter a graduação mínima de cabo, com três anos completos de pôsto e mais de 10 anos de serviço, excetuando-se os taifeiros, cuja única exigência é o limite mínimo de 25 anos de idade.
Parágrafo 1º Os militares da Aeronáutica - que não preencham os requisitos previstos nas alíneas a e b sòmente poderão contrair matrimônio com autorização do Presidente da República.
Parágrafo 2º Os rnúsicos militares sâo considerados, para os efeitos dêste artigo, como sargentos.
Art. 2º Êste Decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1944, 123º da Independência e 56º da República.
GETULIO VARGAS.
Eurico G. Dutra.
Henrique A. Guilhem.
Joaquim Pedro Salgado Filho,
23 de fevereiro de 1944
"O melhor remédio para os que sentem medo, solidão ou infelicidade é ir para um lugar ao ar livre, onde possam estar sozinhos com o céu, a natureza e Deus. Só então, a gente sente que tudo está como deve estar e que Deus nos quer ver felizes na beleza simples da natureza. Enquanto isto existir - e certamente existirá - sei que há de haver sempre consolação para todas as tristezas, sejam quais forem as circunstâncias. Acredito firmemente que a natureza traz alívio a todas as aflições.

Oh, quem sabe talvez não esteja longe o dia em que compartilharei este sentimento de bem-aventurança que me invade, com alguém que sinta como eu"




É, Anne ... eu penso e sinto exatamente como você! Como você disse "seja quais forem as circunstâncias". Eu não estou num esconderijo, tampouco corro risco da Gestapo me levar ... os tempos são outros, mas a essência da vida nunca muda estejamos em 1500 ou em 2050!


(Trecho extraído do livro O Diário de Anne Frank)

terça-feira, 5 de junho de 2012

À TI AMOR



À TI AMOR MEU
TODO BRILHO INTENSO DO SOL
ILUMINANDO TEU CAMINHO
E AQUECENDO SEUS DIAS MAIS FRIOS

À TI AMOR MEU
TODAS AS FLORES DO UNIVERSO
PERFUMANDO SEUS DIAS
SUAS HORAS
SEUS MINUTOS

À TI AMOR MEU
TODA BELEZA DAS GOTAS
DA CHUVA QUE CAI
SERENA E CALMA
FECUNDANDO A TERRA

À TI AMOR MEU
TODO CARINHO DAS NUVENS
BRANQUINHAS
QUE FLUTUAM NO CEU
LEMBRANDO FIGURAS

À TI AMOR MEU
TODA A VIDA DO UNIVERSO
DAS ABELHAS
SUGANDO O MEL DAS FLORES
DAS ANDORINHAS
BRINCANDO AO SABOR DO VENTO MORNO
DAS BORBOLETAS
NO SEU VAI  E VEM

À TI
A VIDA COM TODA SUA ARTE
COM TODA SUA PLENITUDE.



   elizabeth rodrigues


sábado, 26 de maio de 2012

Sonhos de Uma Criança em Itararé







Eu era o menino
Que sonhava incendiar barcos de papel de pão
Assumir a bússola, o sextante, o timão
E com a nave louca desgovernada
Ganhar o corrimão da enxurrada...


Eu era o guri
Que olhando o céu de Itararé tão infinito
Ainda assim fazia pito-carito
Pois eu tinha um sonho altaneiro, bonito
De ser poeta, vencer, ter floração
Muito além daquela constelação


Eu era um piá
Em Itararé – a beira do Paraná
Que tinha loucas ilusões, fantasias...
Em deixar a terra-mãe onde canta a sabiá
E todas as minhas conquistas e vitórias teria
Vivendo de cervejas, de serestas e de poesia...


Mas veio a baldeação da florada da vida
O curumim sentindo fome e a alma dividida
Garrou o mundo em busca de diploma, arco-íris, anel
Mas sofrido descobriu-se um dia de luta descabida
Que ainda é só aquele pobre menino do barco de papel
E o incêndio é a saudade de uma distante Itararé querida!



Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br

CHOVE

CHOVE...CHOVE...CHOVE...
NOS CAMPOS DA MINHA TERRA
ASSIM DO ALTO
CONSIGO AVISTAR OS MONTES MAIS LONGES
VERDES...VERDINHOS
CHOVE...CHOVE...CHOVE...
E OS PINGOS ...
AS GOTAS CAEM SOBRE OS CAMPOS VERDES
A VIDA FICA MAIS INTENSA
A ALEGRIA MAIS COLORIDA
O DIA MAIS CLARO
MAIS ILUMINADO
CHOVE...CHOVE...
NOS CAMPOS QUE VEJO DE MINHA JANELA
NOS CAMPOS VERDES DE MINHA TERRA
O JÕAO-DE-BARRO
EM SUA CASINHA NO ALTO DA ÁRVORE
CANTA...CANTA...
SAÚDA A CHUVA
E...CANTA
ENCANTA
EMOCIONA
TODO O CAMPO VERDE
QUE VEJO DE MIONHA JANELA
TUDO É LÚZ
TUDO É ALEGRIA
TUDO É VIDA.
   

     elizabeth rodrigues







Soneto de Corifeu                                  
(da peça Orfeu da Conceição)
São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita
Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.
( Vinícius de Moraes )
vinicius-de-moraes-rosto     

domingo, 6 de maio de 2012

     ÉRAMOS QUATRO NUM QUARTO

Éramos quatro num quarto:
Guta ,Paulo ,Erasmo e eu ;
quarteto de alegres sonhos,
até que Erasmo morreu.

Paulo era forte e bonito,
mais forte que Guta e eu ;
sôbre êle também a morte ,
como um raio se abateu.

Ficamos dois : eu e Guta -
outros vivem mar além -
mas o certo é que conosco
veio morar mais alguém.

Veio morar a saudade,
que só nos falou depois :
que éramos quatro num quarto,
mas agora somos dois !

gióia junior




domingo, 4 de março de 2012

     CREPÚSCULO

        CÉU DOURADO
TARDE  SERENA
       VIGEM   MORENA
POENTE  ROSADO
       HORA  DE  DEUS.........
O  SOL  MORRENDO
       NO   HORIZONTE
ALÉM  DO  MONTE
      DIZENDO .....
              ADEUS